quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Bullying pode desencadear problemas mentais na adolescência


Um estudo da universidade de Warwick, Inglaterra, revela que crianças vítimas de bullying aos 8 ou 10 anos estão duas vezes mais propesas a desenvolver sintomas psicóticos na adolescência. O risco é maior nos casos de bullying crónico ou grave.
O estudo publicado neste mês na revista Archives of General Psychiatry acompanhou mais de 6400 crianças, dos 7 aos 13 anos de idade. Bullying, termo que não tem tradução em português, caracteriza-se por atitudes negativas praticadas por estudantes a uma criança, como humilhações, hostilidades, ofensas à imagem e à honra, praticadas geralmente no ambiente escolar, mas podendo acontecer em outros espaços e na internet.Os resultados mostraram que 46% das criancas sofreram de bullying entre 8 e 10 anos de idade,destes 5,6% tinham um ou mais sintomas psicóticos aos 13 anos.Os pesquisadores alertam para o facto de que bullying crônico ou grave alteram a forma como o cérebro processa e responde ao stress,podendo desencadear transtornos mentais,entre eles a esquizofrenia,em crianças geneticamente predispostas.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Familiares de doentes com esquizofrenia são um importante factor anti-estigma


Estudo do Grupo de Investigação em Reabilitação Psiquiátrica do Serviço de Psiquiatria do Hospital de São João revela que os familiares de doentes com esquizofrenia contribuem pouco para o estigma social face à doença, no entanto consideram que os vizinhos poderão correr riscos.
“A relação da pessoa doente com os outros é o que mais preocupa os familiares dos doentes com esquizofrenia. Sentem-se seguros na sua relação directa com a pessoa doente, mas a vizinhança poderá correr mais riscos”, explica a coordenadora do estudo, Sara de Sousa.
Sara de Sousa conclui que “apesar dos familiares manifestarem atitudes positivas e pouco estigmatizantes para com os doentes, apresentam alguns indícios de estigma encoberto, no que diz respeito às relações da pessoa doente com os outros, que não familiares”.
“O estigma pode contribuir para a não adesão ao processo de tratamento e diminuir o potencial de recuperação do doente, podendo levar à recaída, com um forte impacto negativo na relação dos doentes consigo próprios, com a sua família e comunidade. Segundo as últimas directrizes (2009) da Associação Britânica de Psiquiatria, a Psicoeducação Familiar é uma das intervenções mais eficazes no processo de tratamento da Esquizofrenia, sendo um caminho a seguir nos nossos serviços”, alerta a terapeuta ocupacional.
No geral, os resultados do inquérito aos familiares sugerem que:• Não atribuem às pessoas com esquizofrenia a responsabilidade de estarem doentes;• Mostram preocupação e grande disponibilidade para ajudar;• Valorizam a toma da medicação e a assiduidade ao tratamento;• Não evitam dos doentes; não sentem medo e não os consideram perigosos;• O sentimento de pena está muito presente.
O estudo “Estigma nos familiares de pessoas com doença mental grave” foi levado a cabo junto de 40 familiares dos doentes da Unidade de Psiquiatria Comunitária e dos Hospitais de Dia do Serviço de Psiquiatria do Hospital de S. João.





Fontes:


http://www.jornaldelousada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=475&Itemid=118

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Identificada zona responsável pelas alucinações auditivas em esquizofrenicos


Uma equipa de cientistas franceses identificou uma anomalia na região cerebral que conduz a alucinações auditivas, sintoma típico de esquizofrenia.
De acordo com os cientistas, existem dois tipos de alucinações auditivas na esquizofrenia: uma em que os pacientes ouvem vozes interiores (dentro da cabeça) e uma outra em que a alucinação auditiva vem do exterior.
Os cientistas do instituto francês CEA- Inserm, em conjunto com psiquiatras, avaliaram, através de imagens de ressonância magnética, a anatomia cerebral de 27 pacientes com esquizofrenia (12 deles ouviam apenas vozes exteriores e 15 ouviam apenas vozes interiores) e compararam os dados com os de um grupo de pessoas que nao sofriam da doença.
Em comparação com os voluntários sem a doença, nos cerebros dos doentes com esquizofrenia foi identificada uma irregularidade na região envolvida na localização espácio-auditiva (cortéx temporo-parietal do hemisfério direito do cérebro). Essa anomalia ocorre durante o terceiro trimestre da gravidez nos pacientes com a doença, a união entre os dois sulcos corticais está, naqueles que ouvem vozes exteriores, deslocada para a parte da frente do cérebroe, nos que ouvem vozes interiores, ela está situada na parte de trás do cérebro. Deste modo, e segundo os cientistas, esta é mais uma prova de que a esquizofrenia é uma doença provocada por uma diferença anatómica do cérebro.
Fonte:

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Consumo de cannabis aumenta risco de esquizofrenia


Um artigo científico publicado no British Journal of Psychiatry revela que o consumo de cannabis de alta potência e numa frequência diária aumenta até seis vezes o risco de doença psicótica, como a esquizofrenia.


Tiago Reis Marques, médico psiquiatra dos Hospitais da Universidade de Coimbra, e co-autor deste estudo, refere que a cannabis «não é uma causa em si», mas que é um factor de risco e um precipitante de doenças mentais graves.


«O uso diário de uma cannabis mais potente aumenta até seis vezes o risco de uma doença psicótica, como esquizofrenia ou outras semelhantes», explicou o médico actualmente a fazer doutoramento em Londres.


O pesquisador português de 33 anos explica que, actualmente «a cannabis geneticamente modificada, a preferida pelos consumidores comuns», originária da Holanda e de outros países, «tem de 12 por cento a 18 por cento de THC, substância que provoca os sintomas comuns, como euforia, desinibição, quando antes continha apenas 2 a 4 por cento».


As «óbvias implicações para a sociedade», refere o médico, incluem olhar para a cannabis «não como uma droga somente leve, mas como uma droga que potencia e aumenta o risco de doença mental grave».


O passo seguinte da equipa que Tiago Reis Marques integra será continuar a perceber como é que a cannabis actua no cérebro para que surjam sintomas psicóticos (delírios, paranóia, alucinações, sintomas de perseguição) e como é que a droga se combina com factores genéticos, por exemplo.


Fontes:

domingo, 6 de dezembro de 2009

Como é que o cérebro de um esquizofrénico desenvolve a quarta dimensão?



A esquizofrenia adopta vários sintomas: vozes atormentantes que provém de janelas ou paredes e ilusões em que os doentes perdem a sensação de controlo dos seus próprios corpos e pensamentos. Porém, poderão ser todos esses problemas causados por um "relógio interno defeituoso"?A esquizofrenia parece afectar a percepção do tempo. Se se mostrar a um indivíduo esquizofrénico um flash luminoso e um som, separados por um intervalo de tempo de um décimo de segundo, o indivíduo tem certamente dificuldades em perceber qual foi mostrado primeiro. Alguns esquizofrénicos prezam também o passar do tempo de forma menos precisa do que as pessoas saudáveis. Estudos indicam que ao desregular os "relógios internos" de pessoas saudáveis, conseguem ser criados os sintomas e as ilusões associadas à esquizofrenia.Essa inconsciência relativa ao tempo, pode alterar a percepção em termos de acções para os esquizofrénicos, levando a que estes por vezes não tenham controlo relativamente ao seu próprio corpo.


Fonte:
http://www.newscientist.com/article/mg20427311.300-timewarp-how-your-brain-creates-the-fourth-dimension.html?page=4

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Esquizofrénicos apresentam mutações genéticas únicas



Chicago, 28 Mar (Lusa) - Os esquizofrénicos apresentam um grande número de raras mutações genéticas que interrompem o desenvolvimento cerebral, segundo um estudo hoje publicado na revista Science.
As pessoas que padecem desta grave doença mental têm três a quatro vezes mais anomalias genéticas raras do que as pessoas sãs, e estas mutações afectam os genes que regulam o funcionamento do cérebro.
Estas anomalias podem consistir na supressão ou na duplicação de cadeias de ADN e diferem segundo os doentes, sendo que as marcas genéticas da doença são diferentes entre si e únicas para cada doente.
“Supomos que a maior parte das pessoas que sofrem de esquizofrenia têm a doença por uma razão genética diferente”, afirma Mary-Claire King, professora das Ciências do Genoma, na Universidade do Estado de Washington, em Seatle, que colaborou neste estudo.
A esquizofrenia é uma doença mental crónica que afecta um por cento da população.
Os doentes sofrem de alucinações, ilusões, sentimentos de perseguição e pensamentos desorganizados, podendo alguns destes sintomas ser tratados com neurolépticos mas não podendo ser curados.
Os estudos precedentes estabeleciam que a origem da doença estava ligada a um conjunto de mutações genéticas correntes.
No entanto, este novo estudo vem sugerir que a assinatura genética da esquizofrenia, tal como a do autismo, é mais complexa do que se pensava até agora e implica uma dezena, ou até mesmo uma centena, de genes, cujo funcionamento foi interrompido por duplicações ou supressões no ADN.



terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Parasita provoca esquizofrenia


É possível "adquirir" esquizofrenia através do contacto com um parasita, Toxoplasma Gondii, que se desenvolve nas fezes dos gatos e, através do contacto com os dejectos deste animal ou através de comida crua pode ser transmitido para o ser humano. Este parasita pode alojar-se no cérebro, formando quistos que, como consequência leva a um aumento da molécula dopamina, de forma a conseguir controlar o sistema nervoso do hospedeiro. Os níveis muito elevados de dopamina levam ao desenvolvimento de esquizofrenia e de um comportamento mais delicado por parte dos indivíduos. Eventuais medicamentos estão em desenvolvimento.

Fontes:

http://www.newscientist.com/article/mg20427301.600-3-schizophrenia.html